São Paulo lidera o ranking municipal do Observatório Condominial com 32.864 registros em julho de 2026. As cinco primeiras posições são de capitais. A primeira cidade fora desse grupo aparece antes de outra capital: Santos (SP) está em nono, com 5.159 registros, à frente de Recife.
O ranking, portanto, não conta apenas a história das metrópoles. Ele mostra uma liderança expressiva, uma sequência de capitais e um município não capital entre as dez primeiras posições. A pergunta útil é o que muda quando saímos da lista e comparamos maneiras diferentes de medir um mercado local.
Santos é a primeira não capital do Top 10
São Paulo tem 5.612 registros a mais que o Rio de Janeiro, segundo colocado com 27.252. Belo Horizonte vem em terceiro, com 25.240. Na nona posição, Santos antecede Recife, décima colocada com 5.051.
Uma busca limitada às capitais deixaria Santos de fora, apesar da posição entre as dez primeiras. Sua presença no ranking recomenda olhar também para cidades fora das capitais; não demonstra, por si, oportunidade de expansão.

Como ler estes números
Cada posição conta raízes de CNPJ com estabelecimento ativo e CNAE 8112500 principal ou secundário, deduplicadas dentro do município. Não é uma contagem de prédios. O recorte e suas limitações estão na metodologia, com base no cadastro público do CNPJ.
Ranking das 20 cidades
| Posição | Cidade | UF | Registros |
|---|---|---|---|
| 1 | São Paulo | SP | 32.864 |
| 2 | Rio de Janeiro | RJ | 27.252 |
| 3 | Belo Horizonte | MG | 25.240 |
| 4 | Porto Alegre | RS | 14.007 |
| 5 | Curitiba | PR | 9.098 |
| 6 | Brasília | DF | 7.433 |
| 7 | Salvador | BA | 6.494 |
| 8 | João Pessoa | PB | 6.345 |
| 9 | Santos | SP | 5.159 |
| 10 | Recife | PE | 5.051 |
| 11 | Fortaleza | CE | 4.774 |
| 12 | Goiânia | GO | 3.539 |
| 13 | Caxias do Sul | RS | 3.527 |
| 14 | Florianópolis | SC | 3.509 |
| 15 | Uberlândia | MG | 3.482 |
| 16 | Praia Grande | SP | 3.459 |
| 17 | Juiz de Fora | MG | 3.226 |
| 18 | Campinas | SP | 3.093 |
| 19 | Contagem | MG | 2.936 |
| 20 | Ribeirão Preto | SP | 2.661 |
Uma em cada quatro cidades do Top 20 está no estado de São Paulo: São Paulo, Santos, Praia Grande, Campinas e Ribeirão Preto. São cinco municípios paulistas entre os vinte primeiros, embora a lista reúna cidades de várias regiões. Essa é uma pista para explorar o peso do estado em uma pauta própria.
O quadro mostra volume absoluto. A distância entre posições não informa população, ritmo de abertura, demanda por administração ou número de edifícios físicos.
Volume e ritmo contam histórias diferentes
São Paulo também aparece com 703 registros de abertura em 2025 ainda ativos no recorte de julho de 2026, conforme o ranking de aberturas. O dado anual conta os registros abertos naquele ano que ainda estavam ativos; o ranking acima reúne todos os anos de abertura.
Mudar de volume para proporção altera novamente a lista. Itaitinga (CE) lidera o ranking elegível de proporção de aberturas em 2025: 62 aberturas diante de uma base anterior de 134, ou 46,3%. O denominador é a base acumulada anterior, não a população nem o total atual de edifícios. Essa proporção não mede crescimento líquido.
São Paulo lidera em quantidade acumulada; Itaitinga lidera na proporção de uma coorte sobre sua base anterior. A diferença aparece quando mudamos o critério.
O artigo sobre 2025 em comparação com 2024 aprofunda a leitura temporal. E a participação da capital paulista no país dá escala nacional ao primeiro lugar.
O que o ranking ajuda a investigar
A lista ajuda a escolher quais municípios merecem investigação, inclusive fora das capitais. Para estimar contratos disponíveis ou comparar praças de atuação, ainda faltam dados sobre empreendimentos distintos, administração profissional, concorrência e serviços contratados.
A próxima pergunta é local: entre as cidades do Top 20, quais volumes correspondem a mercados efetivamente comparáveis para a atividade da administradora? O ranking organiza essa investigação; não a encerra.
Nota metodológica
As contagens refletem registros ativos no recorte de julho de 2026. Uma mesma raiz pode aparecer em municípios diferentes, de modo que a soma das cidades não reproduz necessariamente o total nacional único de 334.767 registros. As aberturas por ano incluem somente registros ainda ativos nessa data e não medem saldo ou fechamentos.
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