Quase 1 em cada 10 registros de condomínios identificados no Brasil está na cidade de São Paulo. No recorte de julho de 2026 do Observatório Condominial Auria, a capital soma 32.864 registros diante de 334.767 raízes de CNPJ únicas no país: participação calculada de 9,8%.
O peso da capital não aparece apenas no percentual nacional. São Paulo lidera o ranking municipal e abre distância para o segundo lugar. Ao mesmo tempo, confundir esse número com o agregado do estado altera completamente a história.
Uma cidade, quase um décimo do recorte
A divisão 32.864 ÷ 334.767 sustenta a expressão “quase 1 em cada 10”. Ela compara os registros do município com o total nacional deduplicado. É uma medida de concentração cadastral, não de edifícios físicos ou de participação em contratos de administração.

Como ler estes números
O Observatório conta raízes de CNPJ com estabelecimento ativo e CNAE 8112500 principal ou secundário. O total nacional é único; as contagens municipais são deduplicadas dentro de cada cidade. Cadastro não equivale a prédio, e a soma de cidades pode repetir raízes. Consulte a metodologia.
Depois das três primeiras, os números mudam de escala
O Rio de Janeiro vem em segundo, com 27.252 registros: 5.612 a menos que São Paulo. Belo Horizonte tem 25.240; depois aparecem Porto Alegre, com 14.007, e Curitiba, com 9.098.
| Posição | Município | Registros |
|---|---|---|
| 1 | São Paulo (SP) | 32.864 |
| 2 | Rio de Janeiro (RJ) | 27.252 |
| 3 | Belo Horizonte (MG) | 25.240 |
| 4 | Porto Alegre (RS) | 14.007 |
| 5 | Curitiba (PR) | 9.098 |
São Paulo lidera, mas Rio e Belo Horizonte também aparecem com volumes altos. O degrau vem depois: de 25.240 em Belo Horizonte, o ranking passa a 14.007 em Porto Alegre. O ranking completo das vinte cidades mostra ainda onde entram municípios fora das capitais.
Cidade de São Paulo não é estado de São Paulo
A soma municipal do estado paulista é de 83.887 ocorrências. Ela reúne as contagens dos municípios de São Paulo e pode repetir raízes que apareçam em mais de uma cidade. Os 32.864 da capital são apenas o município.
A diferença importa porque estamos comparando coisas diferentes. Para calcular os 9,8% da cidade no país, o numerador é 32.864 e o denominador é 334.767. Substituir a capital pelo estado, ou a soma estadual por um total de raízes únicas, mudaria a pergunta sem avisar o leitor.
O que esse peso permite entender
A concentração torna a capital uma praça importante para investigar. O volume não responde quantos empreendimentos distintos contratam gestão profissional, qual é a concorrência ou qual seria a demanda acessível. Comparar cidades é o começo da pesquisa, não uma decisão comercial pronta.
Há ainda uma dimensão temporal: a capital soma 703 registros com abertura em 2025 ainda ativos na fotografia de julho de 2026. Esse número responde a outra pergunta, examinada na comparação dos registros abertos em 2024 e 2025.
O mapa não termina na capital
O protagonismo paulistano é claro, mas os 334.767 registros nacionais se distribuem por muitos municípios. Quais cidades paulistas fora da capital concentram mais registros e como seu volume se compara ao de cidades de outros estados? O ranking ajuda a começar essa investigação.
Nota metodológica
Todos os valores acima são registros cadastrais ativos no recorte de julho de 2026, não edifícios. A participação de 9,8% é 32.864 ÷ 334.767, com arredondamento para uma casa decimal. O ranking compara municípios sob o mesmo filtro; a cifra estadual é soma municipal e não deve ser tratada como total estadual único.
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