O Observatório Condominial Auria identifica 5.779 registros com abertura em 2025 ainda ativos em julho de 2026, ante 6.527 com abertura em 2024. O grupo de 2025 tem 748 registros a menos, diferença de 11,5%. É um sinal para acompanhar, não uma medida de encolhimento do mercado condominial.
Em São Paulo, os registros de 2025 também ficam abaixo dos de 2024. Em Goiás, ocorre o inverso. O resultado brasileiro, sozinho, não mostra essa diferença entre os estados.
Menos registros de 2025 entre os que seguem ativos
| Ano de abertura | Registros ainda ativos em julho de 2026 |
|---|---|
| 2024 | 6.527 |
| 2025 | 5.779 |

O gráfico compara os grupos pelo ano de abertura. Entram apenas os cadastros que continuavam ativos em julho de 2026; registros encerrados antes dessa data não aparecem.
Como ler estes números
São raízes de CNPJ com estabelecimento ativo e CNAE 8112500 principal ou secundário, deduplicadas por município. Cada grupo por ano de abertura é chamado de coorte. Comparar esses grupos ainda ativos não mede crescimento líquido, fechamento de condomínios ou construção de prédios. Veja a metodologia e a fonte pública do CNPJ.
Goiás vai na direção oposta
Na soma municipal de Goiás, os registros abertos em 2025 chegam a 484, acima dos 391 registros com abertura em 2024 ainda ativos no recorte: 23,8% de diferença entre os grupos. Na soma municipal do estado de São Paulo, ocorre o contrário: 1.820 em 2024 e 1.537 em 2025, diferença de 15,5% para baixo.
Na cidade de São Paulo, são 830 registros com abertura em 2024 e 703 com abertura em 2025, diferença de 15,3% para baixo. Capital e estado são áreas diferentes. Goiás mostra que o resultado nacional não se repete em todos os territórios; os dados disponíveis não explicam por quê.
Goiás tem mais registros abertos em 2025 do que em 2024 entre os ainda ativos, enquanto o Brasil e São Paulo mostram o inverso.
Maior volume não significa maior ritmo
Embora tenha menos registros com abertura em 2025 do que em 2024, São Paulo lidera o ranking municipal de aberturas identificadas em 2025, com 703. Na sequência aparecem João Pessoa, com 213; Águas Lindas de Goiás, com 207; Curitiba, com 178; e Rio de Janeiro, com 154.
O quadro ajuda a escolher cidades para acompanhar e a separar total de registros de ano de abertura. O ranking geral das cidades mostra o volume acumulado; aqui, a pergunta é quantos cadastros foram abertos em cada ano e permanecem ativos. Nenhuma das duas medidas, isoladamente, quantifica contratos disponíveis.
O que podemos concluir — e o que vem depois
É correto afirmar que, entre os registros ainda ativos em julho de 2026, o grupo brasileiro com abertura em 2025 é menor que o de 2024. É incorreto traduzir a diferença em “748 condomínios perdidos”, queda do estoque ou menos edifícios construídos. A série não mede fechamentos nem obras.
A próxima atualização permitirá verificar se a diferença entre os grupos de 2024 e 2025 e o contraste entre Goiás e São Paulo permanecem. Para interpretar a mudança, será necessário informar a nova data de referência e manter os mesmos filtros. O recorte parcial de 2026 não deve ser tratado como ano completo nem projetado.
Nota metodológica
Os registros ativos em julho de 2026 foram agrupados pelo ano de abertura. A soma estadual reúne contagens municipais e pode repetir uma raiz entre cidades. Para dimensionar o total cadastral do país sem misturar anos de abertura, veja o panorama nacional.
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