O Observatório Condominial Auria identifica 334.767 registros únicos de condomínios no Brasil em julho de 2026. A escala é nacional, mas o mapa não é uniforme: entre 5.571 municípios processados, 1.958 apresentam ao menos um registro no recorte. E só a cidade de São Paulo reúne 32.864.
Pouco mais de um terço dos municípios processados tem algum registro identificado. Ao mesmo tempo, uma única cidade — São Paulo — responde por quase 10% do total nacional. É nesse contraste entre presença territorial e concentração que o número brasileiro ganha significado.
Um universo nacional com presença cadastral desigual
Os 1.958 municípios com registros representam 35,1% dos 5.571 processados. Isso revela o alcance territorial do cadastro segundo os filtros do Observatório; não autoriza dizer que os demais municípios não tenham condomínios físicos.
O total brasileiro mostra o tamanho do universo identificado. Mas o ranking das cidades revela como esse universo se reparte: olhar só para o país inteiro esconde diferenças grandes entre municípios.

Como ler estes números
O recorte reúne raízes de CNPJ com estabelecimento ativo e CNAE 8112500 principal ou secundário. Registro cadastral não é sinônimo de prédio. O total nacional elimina repetições entre municípios; uma cidade sem registro identificado pode ter condomínios fora do filtro. A metodologia explica os critérios.
A soma das cidades é maior que o total do país
Ao somar as contagens municipais, o resultado é 334.906 ocorrências, acima das 334.767 raízes únicas nacionais. A diferença existe porque uma mesma raiz pode aparecer em mais de uma cidade. As duas cifras parecem falar da mesma coisa, mas uma conta cadastros únicos e a outra soma aparições desses cadastros nas cidades.
Se a pergunta é quantos cadastros únicos foram identificados no país, a resposta é 334.767. Para comparar cidades, as contagens municipais são mais úteis — desde que a soma não seja apresentada como um novo total brasileiro. O cadastro público do CNPJ e a base de municípios do IBGE sustentam o recorte.
São Paulo concentra parte expressiva do total
No topo do ranking municipal de registros, São Paulo soma 32.864 e o Rio de Janeiro, 27.252. A liderança da capital paulista é uma história própria: ela responde por quase um décimo dos registros nacionais.
Já o estado de São Paulo reúne 83.887 ocorrências na soma municipal. Esse valor engloba cidades paulistas e pode repetir uma raiz entre elas. Trocar capital, estado e país na mesma comparação produziria uma conclusão errada, mesmo usando números corretos.
O que o mapa ainda não revela
Os dados ajudam a selecionar cidades para uma pesquisa mais profunda. Ainda não dizem quantos empreendimentos físicos existem em cada uma, quais usam administração profissional ou que serviços contratam. São respostas que precisam de investigação local.
Há outra dimensão temporal: o artigo sobre aberturas identificadas em 2025 e 2024 observa coortes por ano de abertura. É uma pergunta distinta do tamanho do universo cadastral. Comparar tamanho e ano de abertura pode revelar outras diferenças entre cidades, desde que cada número responda à pergunta certa.
Nota metodológica e próxima pergunta
Os dados mostram os registros ativos em julho de 2026: cada raiz de CNPJ aparece uma vez no total nacional, mas pode aparecer em mais de um município. Ela não mede edifícios, unidades ou demanda. A próxima pergunta editorial é quais cidades concentram os registros — e por que olhar apenas para capitais deixa parte da história de fora.
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